Após a revelação de que diretores da
Petrobras atuaram em esquemas de corrupção, fundos de investimento e
investidores americanos abriram processos contra a estatal reclamando perdas
com aplicações e pedindo ressarcimento pela perda de valor das ações. Nos
últimos meses, a companhia já fez uma série de acordos para encerrar cerca de
20 ações individuais apresentadas por investidores nos Estados Unidos, num
montante que supera US$ 400 milhões para o segundo trimestre do ano. Agora a
preocupação é com a ação coletiva movida por duas classes de investidores, os que
negociam títulos de dívida e os que negociaram ADRs – papéis de empresas
estrangeiras negociadas na bolsa de New York.
A ação voltou a tramitar e teve
uma nova decisão divulgada na sexta-feira, 7/7, pela Justiça Americana por
conta de um pedido de recurso feito pela própria Petrobras, questionando o grupo
de investidores que poderiam ser representados pela ação, na tentativa de
reduzir o tamanho do grupo para, consequentemente, pagar uma indenização menor.
O problema é que a Corte Federal de Apelações do Segundo Circuito, em uma
determinação de segunda instância, atendeu parcialmente o pedido e definiu que
o juiz de primeira instância, Jed Rakoff, da corte distrital de Nova York,
deverá reavaliar somente a classificação dos investidores de dívida, restando a
Petrobras a decisão de passar pelo julgamento, o que analistas consideram um
grande risco, ou partir para mais um acordo.
Em nota, a Petrobras diz que
“seguirá adotando as medidas necessárias defesa de seus interesses”. Para quem
tem ações na empresa, o negócio é torcer para que a estratégia dê certo e os
danos sejam minimizados.

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