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Presidente do Creci Alagoas fala sobre o crescimento do mercado imobilário e a necessária qualificação dos corretores

O mercado imobiliário está crescendo rapidamente e o número de corretores de imóveis aumenta a cada dia. Mas, quem está interessado em adquirir sua casa, apartamento ou terreno, com o auxílio de um desses profissionais, deve exigir que o mesmo seja registrado no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), para ter a certeza de que está fazendo um negócio seguro. 


O Primeira Edição entrevistou o presidente do CRECI/AL, Vilmar Pinto, e, segundo ele, é indispensável que se tenha o curso de técnicas de transações imobiliárias (TTI) para exercer a profissão de corretor de imóveis. “O curso existe para qualificar a classe. E agora nós estamos brigando para que no meio do próximo ano seja criado um curso de gestão com dois anos de duração, que será o curso superior para corretores de imóveis. Esse curso já existe na realidade, mas mesmo tendo esse diploma, ainda é preciso fazer o TTI. O que a gente está tentando fazer, é tornar o curso superior mais importante que o curso de técnicas, visando qualificar ainda mais a categoria”, afirmou o presidente. 
 
Vilmar Pinto defende a qualificação constante
Mas, para o presidente, mesmo quem faz o curso, precisa atuar no mercado para se aperfeiçoar ainda mais na profissão. “O curso dura quatro meses, e você não chega aqui no conselho sabendo tudo. Você aprende sobre ética, direitos imobiliários, mas, que vai lhe dar realmente qualificação é o dia-a-dia, é o mercado”.

A punição para as pessoas que fazem vendas ilegais podem chegar até o cancelamento do registro de corretor. “A pessoa que não tem registro no CRECI não pode nem ser denunciada no conselho. O que nós fizemos foi colocar alguns anúncios nos jornais, mostrando para a sociedade que é fundamental pedir a carteira do CRECI antes de fechar a compra do seu imóvel com um corretor. E se a pessoa for registrada e cometer irregularidades, ele vai ser julgado por uma comissão de ética e ele pode receber de uma advertência até o cancelamento do registro no CRECI”, explica.
 
 
As irregularidades mais comuns em Alagoas, segundo Vilmar, tirando o exercício ilegal da profissão, sem o registro, é a falta de precaução dos clientes, o que acaba gerando complicações na hora de fazer as contas. “Um dos problemas sérios são os clientes que não procuram saber a procedência do corretor, principalmente as pessoas da periferia, que sacam 15 mil, 20 mil reais de suas poupanças e dão na mão dos corretores para ser usado como sinal na compra, e esse dinheiro às vezes some. Esse tipo de denúncia chega até nós”, conta Vilmar. 
 
“Quero deixar uma coisa bem clara, hoje, o único conselho que não tem nenhuma denúncia arquivada, chama-se CRECI Alagoas. Não existe nenhum processo de denúncia para ser julgado. Todos são julgados”.

Quando o mercado imobiliário cresce, a economia da região também acompanha esse crescimento. “Se o mercado imobiliário está bom, é porque a construção civil também está crescendo, e o que mais emprega hoje no país é a construção civil. E eu digo sempre para os corretores que eles têm um papel muito importante, uma responsabilidade social nisso. A partir do momento que o produtor constrói um prédio, naquela obra tem um serralheiro, carpinteiro, pedreiro e o produto final, a venda do imóvel, é responsabilidade do corretor. Se o corretor desestimular as vendas, desestimula o construtor, e muitas famílias sofrerão com isso. Então, é preciso que o corretor tenha essa consciência, que ele faz parte desse processo. Várias famílias dependem do trabalho dele”, finalizou.
 
 
Visando o crescimento no mercado imobiliário, o jovem Bruno Góes, decidiu entrar no ramo e, depois de seis meses de TTI, ele tomou posse de seu registro no em dezembro passado, na sede do CRECI em Maceió. “Desde criança vi meu pai, Luiz Carlos Barreto, trabalhar no ramo imobiliário. Ele era o dono da Conlar, mas eu era muito novo na época para trabalhar na área. Foi quando meu pai mudou de negócio e eu fui trabalhar com minha mãe, vendendo seguros. Hoje tenho minha empresa. Mesmo assim, resolvi buscar novos desafios, pois nunca perdi a vontade de trabalhar com vendas imobiliárias, e hoje finalmente sou corretor”, conta Bruno. 

Sobre a exigência do curso para exercer a profissão, Bruno concorda que é preciso mesmo passar pelo TTI para se tornar um profissional qualificado. “Com certeza é muito importante, até mesmo a questão documental dos imóveis. Existe uma série de procedimentos que tem que ser tomada para efetuar a venda de um imóvel, e isso é ensina
o. É preciso aperfeiçoamento para passar do no curssegurança para o comprador”, finalizou.


Fonte: Primeira Edição

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