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Novo boom imobiliário: especialistas garantem que o momento é bom para adquiri imóveis

José Carlos Martins, vice-presidente da CBIC :
o momento é bom para adquirir a casa própria
Depois de altas expressivas nos últimos quatro anos, os preços dos imóveis chegaram ao pico e tendem a se acomodar ao longo deste ano. É o que acreditam especialistas ouvidos pelo Correio Braziliense. 

A razão é simples: enquanto o valor do metro quadrado dobrou entre 2006 e 2010, a renda do trabalhador avançou em velocidade cinco vezes menor, cerca de 20%. Com isso, o valor das prestações, que incluem os juros, já não está cabendo mais no orçamento das famílias. 

A tendência, a partir de agora, é de uma valorização mais sustentável, em um ritmo próximo à inflação, acompanhando a evolução dos rendimentos dos trabalhadores, uma forma de garantir o acesso à casa própria.

No entender dos analistas, a supervalorização do mercado imobiliário brasileiro ocorreu, principalmente, porque os preços das moradias passaram quase 20 anos defasados. O último grande boom havia sido nos anos de 1970, o período do milagre econômico, quando o governo subsidiava a compra de imóveis por meio do extinto Banco Nacional da Habitação (BNH). Logo depois, quando o país mergulhou na hiperinflação, o poder de compra da população foi destruído e a demanda por imóveis se estagnou. “Era inevitável que a supervalorização ocorresse. Mas, neste momento, a escalada dos preços parou. O valor dos imóveis está crescendo de maneira normal e longe de uma bolha”, disse José Carlos Martins, vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Ele explicou ainda que, além de os preços estarem se acomodando, o momento é bom para a aquisição da casa própria porque as taxas de juros estão com tendência de queda e os prazos de pagamento, se alongando. “Devido à grande concorrência no sistema financeiro, com mais bancos entrando no crédito imobiliário, os financiamentos vão se tornar mais acessíveis”, disse. “Antigamente, um trabalhador com renda mensal de três salários mínimos tinha prazo de até seis anos. Hoje, isso subiu para 30 anos. As taxas para essa parcela da população caíram pela metade e o governo ainda está dando subsídios pelo Minha Casa, Minha Vida”, acrescentou.

Com os preços do metro quadrado em desaceleração e o sistema financeiro expandindo a passos largos a concessão de crédito, a construção civil se deparou com o ônus do crescimento: obter mão de obra qualificada para atender a toda a demanda. “Em 2010, o setor cresceu cerca de 20% em Brasília. Com essa taxa, já foi difícil conseguir trabalhadores, imagina com a liberação de crédito imobiliário incrementada em 50% frente o ano passado”, ponderou Élson Povoa, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon).

No ano passado, a explosão da demanda dificultou, além da contratação de trabalhadores qualificados, a compra de insumos. Em diversas ocasiões, a indústria de cimento, tijolos e aço se viu obrigada a alongar prazos de entrega e a elevar fortemente os preços. Para Povoa, em 2011, pode até haver problema semelhante, mas em menor escala.

Fonte: Correio Braziliense

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